
Esse último fim de semana vi três excelentes filmes: Caramel, de Nadine Labaki; Paris de Cèdric Klapish; A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele.
Caramel
O filme se passa num salão de beleza de Beirute, onde cinco mulheres dividem seus problemas e alegrias, fazem unhas, cortam cabelos… além de comer cera. Calma, nenhuma das moças se lambuza com Depilsan. Como o próprio nome do filme mostra, é o caramelo, o próprio açúcar queimado, que serve como material grudento para eliminar os pelos. (É claro que as moças comem o caramelo ANTES de depilar as clientes.)
Ele é dirigido pela libanesa Nadine Labaki, que também faz o papel de Layale, dona do salão e amante de um homem casado. A comédia mostra a extrema preocupação com a beleza das mulheres libanesas, tanto muçulmanas como cristãs, que vivem maquiadas e cheias de penduricalhos. Mas também mergulha no drama das personagens, num país em que as questões da mulher moderna convivem com tradições arcaicas. Nisrine está noiva, mas morre de medo de o futuro marido descobrir que ela não é mais virgem. Jamale, como tantas mulheres ocidentais, teme envelhecer. Então finge que ainda fica menstruada para esconder das colegas de trabalho a chegada da menopausa. Layale é “a outra” – Numa cena hilária, ela se arma sadicamente de seu caramelo para depilar a mulher oficial do seu amante. No filme, o caramelo é um símbolo maior do que sofrimento mensal (quando não quinzenal) de remover os pelos. Ser mulher dói, mas é doce. No Líbano, no Brasil e em qualquer lugar.
Ele é dirigido pela libanesa Nadine Labaki, que também faz o papel de Layale, dona do salão e amante de um homem casado. A comédia mostra a extrema preocupação com a beleza das mulheres libanesas, tanto muçulmanas como cristãs, que vivem maquiadas e cheias de penduricalhos. Mas também mergulha no drama das personagens, num país em que as questões da mulher moderna convivem com tradições arcaicas. Nisrine está noiva, mas morre de medo de o futuro marido descobrir que ela não é mais virgem. Jamale, como tantas mulheres ocidentais, teme envelhecer. Então finge que ainda fica menstruada para esconder das colegas de trabalho a chegada da menopausa. Layale é “a outra” – Numa cena hilária, ela se arma sadicamente de seu caramelo para depilar a mulher oficial do seu amante. No filme, o caramelo é um símbolo maior do que sofrimento mensal (quando não quinzenal) de remover os pelos. Ser mulher dói, mas é doce. No Líbano, no Brasil e em qualquer lugar.
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